Um pouco da História de Castelo Branco

Embora as suas origens exatas sejam incertas, a ocupação da região de Castelo Branco remonta ao Paleolítico, conforme atestam vestígios arqueológicos pré-históricos. No contexto da Reconquista, em 1165, D. Afonso Henriques doou o território à Ordem do Templo para fins de povoamento e defesa, doação que foi confirmada por D. Sancho I em 1198. ​Já no século XIII, a vila e a sua fortaleza foram formalmente estabelecidas pelos Templários na herdade de Vila Franca da Cardosa, recebendo o seu primeiro foral de D. Pedro Alvito. A importância estratégica da vila cresceu rapidamente, tornando-se sede de capítulos da Ordem e, após a sua extinção, de uma comenda da Ordem de Cristo.

A expansão urbana forçou o alargamento das muralhas, iniciado sob a influência de D. Dinis e concretizado por D. Afonso IV em 1343. No século XVI, a vila viveu um período de grande esplendor. D. Manuel I concedeu-lhe um novo foral em 1510 e, em 1535, D. João III atribuiu-lhe o título de Vila Notável. Este crescimento foi impulsionado pelo fixação de judeus sefarditas fugidos de Espanha, cuja atividade económica financiou construções emblemáticas, como a Misericórdia, diversos conventos e a atual Sé. No final de setecentos, a cidade ganhou o Paço Episcopal e, finalmente, em 1771, D. José I elevou Castelo Branco ao estatuto de Cidade.

Logótipo de Castelo Branco

O Bordado de Castelo Branco

O Bordado de Castelo Branco é um símbolo da manufatura nacional, destacando-se tanto pelo seu valor artístico e estilo peculiar quanto pela sua relevância económica na região. A sua fixação na cidade deveu-se a condições naturais favoráveis, como a tradição do cultivo do linho e a abundância de amoreiras, essenciais para a criação do bicho-da-seda.

Embora o século XVIII tenha sido o seu período mais áureo, a arte enfrentou uma fase de decadência no século XIX, ressurgindo apenas no início do século XX. Hoje, o bordado constitui uma marca identitária que, através de um movimento local de preservação, continua a recriar motivos históricos e a afirmar-se como uma expressão artística singular no panorama têxtil português.

Os principais símbolos do Bordado de Castelo Branco são carregados de significados que misturam a influência oriental com a tradição local:

  • Árvore da Vida: Simboliza a continuidade das gerações e a ligação entre a terra e o céu.
  • Casal de Pássaros: Representa os noivos, a fidelidade e a união conjugal.
  • Flor de Lótus: Simboliza a pureza e a perfeição espiritual.
  • Tulipa e o Cravo: Representam o amor e a união (Tulipa) e o homem ou o noivo (Cravo).
  • Romã: Símbolo de fertilidade e abundância.
  • Coração: Representa o amor e os sentimentos profundos.

LOCAIS PARA VISITAR EM CASTELO BRANCO

Centro de Interpretação do Bordado
Centro de Interpretação do Bordado
Museu Francisco Tavares Proença Júnior
Museu Francisco Tavares Proença Júnior
Centro de Cultura Contemporânea
Centro de Cultura Contemporânea
Parque da Cidade
Parque da Cidade
Jardim Episcopal
Jardim do Paço Episcopal
Museu Cargaleiro
Museu Cargaleiro
Parque do Barrocal
Parque do Barrocal
Museu da Seda
Museu da Seda
Igreja de São Miguel/Sé Concatedral
Igreja de São Miguel, Sé Concatedral
Parque Montalvão
Parque Urbano da Cruz do Montalvão
Piscina Praia
Piscina Praia
Kartódromo
Kartódromo